
Ensaios sobre acontecimentos sociopolíticos, culturais e institucionais do Brasil e do mundo
Projeto Ubuntu SBPdePA – Seis anos de história!
Comissão Ubuntu SBPdePA /maio 2026
Ane Marlise Port Rodrigues (coordenadora), Beatriz Saldini Behs, Camila Reinert, Christiane Vecchi da Paixão, Eliane G. Ferreira Nogueira, Ignácio Alves Paim Filho, Rosa Santoro Squeff, Sandra M. Sales Fagundes e Vera Elisabethe Hartmann
Em 2026, celebramos os seis anos de existência do Projeto Ubuntu, nosso Programa de Bolsas Formação Psicanalítica do Instituto de Psicanálise da SBPdePA para Profissionais Negros, Negras e Indígenas das áreas de Psicologia e Medicina. Festejamos esses seis anos de história e com sete membros de nosso Instituto de Psicanálise que recebem bolsas através do Projeto e, nesse ano, a primeira colega a ingressar com fomento do Projeto concluirá sua formação. Além disso, esperamos poder lançar um novo edital público para mais uma vaga ainda em 2026.
Pensamos que muitos dos colegas que leem e colaboram com o OP desejam fortalecer sua participação na luta antirracista dentro de nossas instituições psicanalíticas. Neste texto, nosso convite é para que possamos pensar juntos sobre a importância de apoiar as ações afirmativas que vêm se desenvolvendo no âmbito da FEBRAPSI.
Para aqueles que ainda não conhecem a origem do Projeto Ubuntu, reservamos ao final um resgate histórico sobre seu surgimento até sua estruturação nos Estatutos da SBPdePA – um registro fundamental para entendermos como chegamos até aqui.
Por que apoiar ações afirmativas em nossas instituições psicanalíticas?
É uma realidade que nos Institutos de Psicanálise das sociedades vinculadas à IPA, há predominância de ingresso de profissionais de classe média/alta e brancos para a formação psicanalítica.
Como apontam Marino et al. (2022), a análise pessoal, as supervisões e a formação teórica contínua são três eixos que envolvem mediações pelo pagamento em dinheiro, tornando visíveis as restrições de acesso devido ao recorte de classe social e racial.
Consideram que o debate sobre a formação em psicanálise não pode continuar esquivando-se do que pode conferir-lhe um caráter mais democrático, permitindo o acesso àqueles que até agora foram excluídos.
Colocam ainda que as instituições de psicanálise funcionam em circuitos endogâmicos de transferência, o próprio tripé da formação circula dentro de um mesmo grupo, sem abertura para pessoas de outras classes sociais, raças, etnias e culturas diversas.
O Projeto Ubuntu e projetos similares buscam abrir uma brecha na histórica e injusta exclusão de profissionais negros/as e indígenas em nossos Institutos de Psicanálise. Os questionamentos ao racismo institucional em várias instituições vinculadas a práticas psicanalíticas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em outros lugares do Brasil, da América Latina e até de outras regiões (FEBRAPSI, FEPAL, IPA), permitem tornar mais consciente o racismo individual e institucional até então negado/desmentido.
Vivenciamos, e o Projeto Ubuntu comprova esse fato, que a entrada de colegas negros/as e indígenas nos Institutos de Psicanálise, além de ser justo do ponto de vista social, enriquece a psicanálise e aos psicanalistas pela fecundidade dos intercâmbios culturais e por fazer trabalhar as diferenças na convivência do semelhante/diferente/singular. O enfrentamento do racismo próprio e institucional somente é possível pela convivência no mesmo tempo e espaço, no campo relacional, com todos os desafios e resistências que surgem, mas passíveis de trabalho psíquico e vincular.
Você pode ser um apoiador da luta antirracista dentro das instituições psicanalíticas através da organização de novos programas em sua sociedade, da divulgação e apoio aos projetos já existentes. Também convidamos a tornar-se um apoiador do Projeto Ubuntu.
Que bolsa é essa?
A bolsa do Projeto Ubuntu está prevista para cinco anos com um ano de análise prévia ao ingresso em seminários e se desdobra em três: bolsa análise pessoal com frequência mínima de três sessões semanais (atualmente, dois mil reais/mês), bolsa supervisão clínica (atualmente, seiscentos e sessenta reais/mês; são duas supervisões de 80 horas cada, uma vez por semana) e bolsa isenção de mensalidade e taxas de atividades e Jornadas.
A FEPAL e a FEBRAPSI têm isentado o pagamento da inscrição em seus congressos, assumindo um compromisso com os projetos em andamento. A Associação Brasileira de Candidatos (ABC) e a Organização de Candidatos da América Latina (OCAL) não cobram sua mensalidade. A taxa da IPSO (International Psychoanalytical StudiesOrganization) é paga pela AMI (Associação dos Membros do Instituto – os candidatos). Os ingressantes são encaminhados aos analistas com função didática em lista ampla, sendo que uma parcela é formada por apoiadores financeiros mensais do Projeto.
Quais são as notícias do Projeto Ubuntu?
Editais Públicos
Até o ano de 2025, foram lançados quatro editais públicos, sendo selecionados sete membros do Instituto pelo Projeto Ubuntu e almejamos que um novo edital público para mais uma vaga seja possível no presente ano. Mesmo que os avanços sejam lentos e difíceis, já são uma realidade em nossa instituição.
Premiações
1) Durante o 53° Congresso de Psicanálise da IPA, em Cartagena/Colômbia (julho de 2023), o Projeto Ubuntu recebeu o prêmio de primeiro lugar outorgado pelo Comitê de Racismo e Preconceitos da IPA, coordenado por Abel Fainstein. Na mesma ocasião, o Projeto Social/Racial da SBPRJ foi igualmente premiado.
2) A colega Miriam C. Alves, a primeira ingressante pelo Projeto Ubuntu, recebeu o prêmio Sigmund Freud no 35° Congresso da FEPAL realizado no Rio de Janeiro (outubro de 2024) com o trabalho “Morte da Mãe e Criação do Pai: inscrições psíquicas e sociais desde o mal-estar colonial”.
3) Ezequiel C. Amaral e Miriam C. Alves receberam prêmio Virgínia Bicudo, conferido pela ABC, no 30° Congresso Brasileiro de Psicanálise da FEBRAPSI (Gramado/RS, outubro de 2025) pelo artigo “Da bissexualidade em Freud à transicionalidade das sexualidades e identidades de gênero”.
Os prêmios recebidos pela IPA, FEPAL e FEBRAPSI sinalizam o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela Comissão Ubuntu e por ingressantes através do Projeto Ubuntu.
Livro Ubuntu
Em 09/05/2025, tivemos o lançamento do livro Ubuntu – Eu sou porque nós somos. Trajetórias antirracistas no território psicanalítico. O livro traz, além da história do Projeto Ubuntu, contribuições de colegas sobre essa temática.
Participação na comunidade
A Comissão Ubuntu e a Diretoria de Comunidade e Cultura da SBPdePA, ao longo dos anos 2024/2025/2026, realizou o Projeto Quilombo Vila do Sabugueiro no município de General Câmara/RS, a partir do pedido dirigido à SBPdePA pelas lideranças do Quilombo para atendimento emocional às lideranças e moradores, mobilizados pelos sofrimentos que as enchentes de 2024 trouxeram a essas pessoas. Foram realizados encontros com órgãos nacionais e regionais ligados à população quilombola, sendo realizado um trabalho presencial sobre a identidade daquela comunidade e encaminhamentos para atendimentos individuais on-line.
Componentes da Comissão Ubuntu estiveram, a convite, em várias instituições da área psi para descrever o Projeto Ubuntu e sua implementação.
Eventos e ações que auxiliam no letramento e na arrecadação para o Fundo Financeiro Projeto Ubuntu
Promovemos cursos, seminários abertos e ações sociais para aumentar nosso fundo e abrir novos editais.
Em parceria com o Instituto de Psicanálise teremos, em 2026, o Seminário Aberto “Angústia – Um conceito psicanalítico fundamental”, coordenado por Eliane G. F. Nogueira, nas segundas de junho (01, 08, 15, 22), quando revisitaremos o conceito em Freud (Ana Paula Terra Machado), Melanie Klein (Christiane V. Paixão), Bion (Beatriz S. Behs) e Winnicott (Celso Halperin).
Nesse momento, através de uma Ação entre Amigos será realizado o sorteio no dia 01/06/2026 de uma cópia numerada (165/500) do quadro Abaporu de Tarsila do Amaral, cuja verba arrecadada será destinada ao Projeto Ubuntu. Você pode fazer contato pelo número (51) 99998-1888, solicitando participar (cada cota R$ 50,00). As doações ao Projeto estão permanentemente abertas através do Pix [email protected] e toda colaboração é bem-vinda.
Em 27 e 28 de novembro de 2026, a SBPdePA sediará a Segunda Jornada sobre Ações Afirmativas de sociedades vinculadas à FEBRAPSI. A Primeira Jornada foi promovida por colegas do Projeto Social/Racial da SBPRJ em sua sede, em 04 e 05 de setembro de 2025.
Como arrecadamos dinheiro que torna possível o Projeto Ubuntu?
O Fundo Financeiro Projeto Ubuntu foi criado em 2020 a fim de receber os valores destinados às bolsas. Temos um aporte substancial advindo diretamente da SBPdePA: 50% do lucro das atividades e cursos promovidos pela Diretoria de Comunidade e Cultura e 20% do lucro gerado pela Diretoria Científica da SBPdePA. Além disso, quando a Comissão Ubuntu organiza atividades, 80% do lucro vai para o Fundo Financeiro. Parte dos Membros Associados ou Titulares são apoiadores voluntários aportando valores mensais ou a sua escolha. Temos entre os colaboradores mensais (ou na frequência desejada) colegas da área psi de outras instituições de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Brasília. Uma fundação familiar que investe em projetos na área de educação assumiu duas bolsas. Um apoiador individual assumiu uma bolsa.
A Associação dos Membros do Instituto (AMI) da SBPdePA votou em assembleia de 2024 a doação compulsória de R$ 15,00 (quinta reais) por membro. Aquele que não quiser, informa a secretaria para cancelar sua contribuição. O sistema de doação compulsória não foi aprovado pelos membros associados e titulares. Estariam os analistas mais jovens mais abertos a se comprometer com as propostas do Projeto Ubuntu? Ou outras gestões tentarão retirar esse apoio? O futuro nos dirá, mas fica bastante evidente que as ações afirmativas implicam decisões políticas do grupo institucional. O fato da bolsa envolver dinheiro faz com que resistências ao Projeto apareçam e possam ser trabalhadas.
Tivemos, juntamente com outras sociedades com ações afirmativas ou sociais, um aporte financeiro da FEBRAPSI que foi encaminhado pelas duas últimas gestões, após decisão de assembleia geral. Agradecemos e consideramos fundamental que esses projetos sejam também de interesse da FEBRAPSI, recebendo seu apoio, e não algo isolado, vinculado apenas à instituição que o implementa ou a uma gestão específica.
É possível construir novos pactos?
O enfrentamento do racismo no Brasil implica assumir corresponsabilidades, num movimento coletivo entre todos os implicados. Requer a construção de um pacto de responsabilidade civil e governamental, em que os privilégios dos brancos e a falsa ideia de uma democracia racial sejam confrontados. Torna-se fundamental que o pacto narcísico da branquitude (Bento, 2002) seja tensionado, desconstruído, para a criação de novos pactos sociais mais inclusivos e democráticos, promovendo a equidade.
Nesse sentido, na elaboração do Projeto Ubuntu através da Comissão Ubuntu e demais colegas, deliberou-se que nosso Programa de Bolsas envolveria bolsas em dinheiro, pelo período de cinco anos, para proporcionar a conclusão da formação e promover a permanência na instituição. Também, como filosofia de implementação, seria desenvolvido um pacto de colaboração entre a instituição SBPdePA, colegas apoiadores voluntários e a sociedade civil, pessoas físicas ou jurídicas, visando garantir a existência das bolsas.
Esse aspecto está diretamente relacionado com a denominação Ubuntu, pois fala do coletivo sendo construído no contraponto ao individualismo: “Eu sou porque nós somos”, a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência (Portal Geledés, 13/03/2016).
Como surgiu e se estruturou o Projeto Ubuntu?
Em nossos começos, estávamos no dia 18 de julho de 2020, manhã de sábado, inverno de uma Porto Alegre atravessada pela pandemia de Covid-19. Nossa sede fechada ao público desde março de 2020. Um ano depois, em março de 2021, contabilizamos mais de três mil mortes diárias.
Tempos muito difíceis e incertos! Mas, voltando ao dia 18 de julho/2020, durante o debate da atividade científica on-line sobre “Racismo: o demoníaco estrangeiro que nos habita”, o colega Ignácio Alves Paim Filho pergunta até quando seria o negro único na SBPdePA.
O impacto da pergunta, nunca feita, nos colocou frente a um acontecimento no sentido de Badiou (2013): algo que rompe com a estabilidade até então vigente. Diz: “Estar preparado para um acontecimento significa achar-se com a disposição subjetiva de reconhecer a nova possibilidade. Dado que o acontecimento é necessariamente imprevisível, pois não figura na lei e nas possibilidades dominantes, preparar o acontecimento é achar-se em um estado mental em que a ordem do mundo, as potências dominantes, não têm o controle absoluto das possibilidades.” (p. 25).
Pela primeira vez em sua história, a SBPdePA defrontava-se com o racismo antinegro e anti-indígena e com a ruptura do silêncio institucional (Rodrigues, 2021). Em agosto de 2020 é criado o Grupo de Estudos Colonialismo, Racismo e Desigualdade que promoveu um letramento sobre o racismo estrutural e institucional através da leitura compartilhada de diversos textos e autores convidados para debater com o grupo. O letramento segue ocorrendo e o Grupo de Estudos foi promovido a Núcleo de Estudos Colonialismo, Racismo e Desigualdade.
Após muitos debates sobre como viabilizar o ingresso de colegas negros e indígenas para formação psicanalítica, o Projeto Ubuntu é aprovado em Assembleia Geral Ordinária do dia 27 de abril de 2021, constando nos Estatutos da SBPdePA, com registro em cartório.
O Regimento Interno da Comissão Ubuntu foi aprovado em Assembleia Geral de 26 de janeiro de 2026. A partir de março do presente ano, a Comissão Ubuntu conta com a participação de uma/a representante dos Membros do Instituto pelo Projeto Ubuntu em suas reuniões.
Formando redes
No texto “Projeto Ubuntu – Evocações coletivas e a rede” (Comissão Ubuntu, 2025), coloca-se a importância de formar uma rede e que a vivência coletiva é uma das marcas das comunidades negras e indígenas. Escóssia e Kastrup (2005) propõem uma ideia de coletivo que se desloque da dicotomia coletivo versus indivíduo. O conceito de coletivo surge ressignificado, entendido como plano de coengendramento e de criação, pautado na noção de relação, em lugar de um dualismo dicotômico. As autoras citam Veyne (1971/1982), ao afirmarem que há um primado da relação e da prática sobre o primado dos sujeitos ou dos objetos, configurando uma materialidade da relação – como nos relacionamos na prática cotidiana, o que vamos sentir. Os conceitos de prática e relação remetem a um plano produtor de mundo e de sentido.
Em sua filosofia de origem, o Projeto Ubuntu afirma a importância de criar redes coletivas onde as ações são relançadas constantemente dentro de um plano relacional, de coengendramento, no espaço “entre” o indivíduo e o grupo ou a sociedade. Cabe lembrar o conceito do espaço “entre dois” da clínica psicanalítica vincular de Berensteine Puget (1997). Em sua prática cotidiana, o Projeto Ubuntu se desenvolve no contexto de estar em rede coletiva com a Diretoria da SBPdePA, com o Instituto de Psicanálise, com a Associação de Membros do Instituto, com os membros da SBPdePA e de outras sociedades de psicanálise, psicologia e psiquiatria, bem como com a sociedade civil, por meio de apoiadores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, com outras entidades regional, nacional e internacional da área “psi”, e com instituições de saúde e educação em geral, além de instituições jurídicas e financeiras. Como a rede é um sistema em aberto, nunca se sabe quais novas parcerias surgirão para agregar ou quais novos obstáculos e resistências se colocarão em suas possibilidades de expansão.
Convidamos vocês para tecermos redes e para seguirmos pensando e dialogando sobre as ações afirmativas em nossas instituições. São todos bem-vindos!
Nossos profundos agradecimentos a todos que apoiam e participam do Projeto Ubuntu, tornando-o uma realidade em nosso meio psicanalítico.
Um afetuoso abraço!
REFERÊNCIAS
BADIOU, A. (con Fabien Tarby). La filosofia y e lacontecimento. Buenos Aires: Amorrortu, 2013.
RODRIGUES, A.M.P. Racismo e ruptura do silêncio institucional. Psicanálise – Revista da SBPdePA, v.23, n.1, jan. 2021.
BENTO, M. A. Branqueamento e branquitude no Brasil. In: Carone, I. e Bento, M. A. Psicologia social do racismo. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
PORTAL GELEDÉS. (2016, 13 de março). Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência. Acesso em 10 jan. 2021.
COMISSÃO UBUNTU. Projeto Ubuntu – Evocações coletivas e a rede. In: Paim Filho, I. A. et ali. O antirracismo escrevendo histórias no movimento psicanalítico. A força transformadora dos coletivos. São Paulo: Blucher, 2025.
ESCÓSSIA, L., KASTRUP, V. (2005). O conceito de coletivo como superação da dicotomia indivíduo-sociedade. Psicologia em Estudo, 10(2), 46-56.
VEYNE, P. (1982). Como se escreve a história; Foucault revoluciona a história. (A. Dutra & A. Kneipp, Trads.). Editora da UNB. (Obra original publicada em 1971).
BERNSTEIN, I & PUGET, J. (1997). Lo vincular. Buenos Aires: Paidós.
MARINO, A.S.; COARACY NETO, A. R.; ANDRADE, E. Sobre o acesso à formação psicanalítica. Revista Brasileira de Psicanálise, v. 56, n.3, p. 115-128, 2022.
Palavras-chave: Projeto Ubuntu SBPdePA, Ações Afirmativas, Febrapsi, Dia do Psicanalista.
Imagem: Cópia numerada (165/500) do quadro Abaporu de Tarsila do Amaral
Categoria: Política e Sociedade; Instituição Psicanalítica
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