Descolonização da psicanálise
No final do século xix, Sigmund Freud estremeceu de maneira radical o pensamento moderno, causando horror, incredulidade e repúdio por seus estudos sobre sexualidade infantil, sonhos e inconsciente.
Ao longo do século XX, a psicanálise se espalhou pelo mundo e, entre 1912 e 1920, chegou ao Brasil através de Juliano Moreira, um médico psiquiatra negro que teve acesso à obra de Freud no original.
Anos mais tarde, a socióloga negra Virgínia Leone Bicudo foi a primeira mulher a fora do campo da medicina a se tornar psicanalista e a ser reconhecida como tal.
Como em outras áreas do saber, foi marcante o apagamento estrutural do conhecimento afro-diaspórico na psicanálise, um contraste chocante com a maioria negra de nossa população.
O acesso exclusivamente para médicos e a transmissão fortemente europeia traçaram as fronteiras que demarcariam quais sujeitos poderiam passar e quais seriam barrados.
Hoje, parte da comunidade psicanalítica também é repudiada por indagar se estamos exercendo e transmitindo essa uma prática colonizada.
Para este episódio, conversamos com Luciano Dias (professor da UFRRJ) e Paola Amendoeira SPBsb
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Equipe de Curadoria do OP e Wania Cidade