Celebrar o nascimento de Sándor Ferenczi é reconhecer a coragem de um pensador que transformou profundamente a Psicanálise, ao colocar o trauma, o sofrimento humano e a sensibilidade da relação analítica no centro da relação transferencial da experiência clínica.
À frente de seu tempo, Ferenczi, ou l’enfant terrible de la psychanalyse como era conhecido, mostrou que o encontro entre analista e paciente exige não apenas técnica, mas também verdade, autenticidade, empatia e abertura para o novo e inesperado.
Muitas de suas ideias o tornaram uma presença viva e inspiradora para nós analistas das gerações seguintes. Suas contribuições permanecem atuais não apenas como legados escritos, mas também principalmente como muitos psicanalistas, ainda hoje, procuram estar com seus pacientes.
Por Anette Blaya Luz
Secretária do Conselho de Coordenação Científica da FEBRAPSI / SPPA

